E de repente
- pausa -
A mente parou
Tudo congelou
Aqueles castelos
Sonhados
Se desintegraram
As ideias
Desconcatenaram
Não mais havia
Ontem ou amanhã
O som cessou
O vazio se instalou
Por uma fração de segundo
Mas foi só prestar atenção
Na ausência
Para começar a ouvir
O pingo,
O jato, a cachoeira
De pensamento caindo aos borbotões, inundando o chão, saindo
pelo ladrão, enchendo tudo, afogando tudo, engolindo tudo, levando embora na correnteza a esperança de estar em paz.
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